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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Não há democracia em portugal.







Não há oposição em Portugal.

O pior que pode acontecer em democracia, é não haver uma oposição forte, com capacidade para ser governo.

Pelos dados que nos chegam, o governo atual tem agido em conformidade com a falte de capacidade da oposição, uma vez que esta deixou de ter credibilidade perante os portugueses. Para chegarmos a esta conclusão basta verificarmos que em termos percentuais, os portugueses que contestam o governo, são inferiores aos que não querem o partido socialista no governo. Esta falta de credibilidade do partido socialista, aliada aos compromissos que assumiu com a Tróica, condiciona a sua oposição, levando o seu líder a fazer um enorme jogo de cintura para não cair no ridículo, como na maioria das vezes acontece.

Para contestar o que quer que seja, é necessário uma credibilidade politica, que o P S atualmente não tem.

O governo, consciente dessa fragilidade, esta implementar de forma drástica,  rude, medidas de austeridade, afetando portugueses que nada tem a ver com o estado caótico a que Portugal chegou. Medidas que governos anteriores ao longo dos anos poderiam e deveriam ter implementado e não implementaram, uns para não perderem clientelas políticas, outros porque nunca estiveram interessados em governar Portugal, mas sim ao polvo que alimenta o seu ego, lhes proporcionava ignobilmente bens, para alem das suas atribuições e merecimentos e os sustentava no poder.  

A estas caldeiradas políticas cozinhadas por politiqueiros, onde é notório um deixa andar, um descalabro a todos os níveis, onde uns esbanjaram, o que a maioria sem culpas tem de pagar. Não é democracia, não serve os portugueses, os que comeram o que lhes era devido e indevido continuam impunes.  

Para que a democracia funcione, e reduza as assimetrias, e o pobre fique menos pobre e o rico menos rico. É necessário rigor, e para que esse rigor vingue, são necessárias oposições fortes, sem telhados de vidro, com os seus líderes a falar uma linguagem de  frontalidade e verdade, olhos nos olhos, sem medo das pedradas que lhe possam atirar, coisa que os líderes atuais do P S não podem fazer.

Desde que este governo foi empossado, já passou tempo suficiente para que o P S, tivesse feito uma reflexão profunda, retira-se a cabeça da areia e desse inicio ao arrumar da casa. Que passa naturalmente por uma meã culpa, acompanhada de um rolar de cabeças, que foram nocivas ao P S e aos portugueses. Só com uma refundação credível e profunda, visível, abrangente a todos os portugueses, lhe será possível reerguer-se e a medio prazo, voltar a ser oposição forte e credível.

Passaram 38 anos desde a revolução de abril, há gerações novas, políticos sem mácula, são esses políticos, que tem de ter a clarividência necessária para se unirem e colocar na prateleira os velhos do restelo.

De entre eles o Soarismo, que formou um polvo e condicionou todos os governos socialistas. Os governos passam e as más ou boas ações ficam. Mário Soares a quem a história irá classificar um dia, pela forma como desgovernou, novos-ricos e lóbis que criou, monstrosos erros que cometeu, é uma mancha na história da democracia portuguesa, com graves consequências dentro do partido socialista. Um político que pisa, calca deliberadamente uma bandeira em Londres, queima outra em Franca, ultraja o símbolo de um país, de um povo, só pode ser considerado um párida ou ignorante, Salazar passou o símbolo ficou. Aliás a sua mais feroz e iminente luta foi contra o partido Comunista Português, fez campanha, apregoou, serviu-se dele, mas meteu e nunca mais tirou o marxismo da gaveta.   

O Partido Socialista Português, só se reerguerá quando tiver a coragem, de se renovar e banhar, nas águas límpidas da democracia apresentando-se aos portugueses, de cara lavada, sem mácula, sem culpa.     

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